Teste de Campo no Sudoeste Goiano: BioHarv Demonstra Alta Compatibilidade e Potencializa Manejo de Soja em Calda Complexa

Aplicação realizada em 20 de novembro de 2025 confirma a estabilidade de mistura e o potencial fisiológico da tecnologia nacional em caldas complexas com múltiplos defensivos.

Compartilhe esse post: 

Em uma iniciativa voltada para a excelência no manejo de grandes culturas, a Cia das Algas, em parceria estratégica com a consultoria Prisma Inteligência Agronômica, conduziu nesta semana uma rigorosa bateria de testes em lavouras comerciais de soja no Sudoeste Goiano. A operação técnica teve como objetivo validar a eficiência agronômica e a compatibilidade de tanque do bioinsumo BioHarv em cenários reais de alta tecnologia.

As aplicações, monitoradas pelos especialistas da Prisma nas áreas identificadas nos relatórios como “TJ6” e “TJO11”, focaram em uma área de teste de 30 hectares, utilizando uma vazão de 75 litros por hectare. Este volume de calda, considerado restrito, exige formulações de altíssima qualidade para evitar incompatibilidades químicas e garantir a cobertura foliar eficiente.


O Desafio da Calda Complexa: Validação Técnica

Sob a supervisão da Prisma Inteligência Agronômica, o BioHarv foi submetido a um teste de fogo: a integração em uma “calda complexa”, típica do manejo intensivo do Cerrado. Os relatórios de campo detalham a mistura simultânea de sete produtos diferentes, incluindo:

  • Herbicidas e Fungicidas: Zapp WG (Glifosato) e Score Flexi.
  • Inseticidas: Fighter, Verdict e Karate.
  • Adjuvantes: Fix Oil e Nitro.


Contextualização Agronômica: A presença de Glifosato (Zapp WG) associada a múltiplos inseticidas e fungicidas cria um ambiente químico agressivo no tanque e gera um estresse oxidativo imediato na planta após a aplicação (fito-toxidez). A validação técnica da Prisma confirmou que o BioHarv manteve a estabilidade da calda (sem precipitação) e atuou como um agente atenuador de estresse. Sua formulação, rica em 50% de Extrato de Algas e aminoácidos livres, funciona como um “bio-tamponante”, permitindo que a soja metabolize a carga química dos defensivos sem comprometer a taxa fotossintética.


Protocolos de Nutrição e Bioestimulação

A condução do teste explorou dois protocolos distintos para maximizar o potencial produtivo da cultivar:

  1. Protocolo TJ6 (Sinergia Nutricional): Utilizou-se uma formulação combinada de “Extrato de Algas + Manganês” na dose de 650 ml/ha.
  2. Protocolo TJO11 (Bioestimulação Intensiva): Neste manejo, o BioHarv foi aplicado na dose robusta de 1 Litro/ha, associado a 500 ml/ha de Manganês isolado.


Explicação Agronômica: A estratégia validada em campo combate o “efeito yellowing” (amarelecimento) comum após aplicações de Glifosato, que tende a imobilizar o Manganês na planta. Ao aplicar o BioHarv neste momento, os polissacarídeos sulfatados e aminoácidos das algas atuam como agentes complexantes naturais . Isso facilita a absorção do Manganês e estimula a produção de enzimas antioxidantes, essenciais para a recuperação rápida da lavoura e para o arranque vigoroso das raízes.


Resultados e Perspectivas

Resultados Observados e Expectativa Fisiológica

A aplicação foi realizada com sucesso, sem registro de precipitação ou incompatibilidade de calda (“bucha”) no tanque, mesmo com a mistura de sete produtos diferentes.

Agronomicamente, espera-se que as áreas tratadas com o protocolo de 1 L/ha de BioHarv apresentem nos próximos dias:

  • Maior vigor vegetativo: Devido à ação das auxinas e citocininas naturais preservadas pela extração a frio das algas, estimulando a divisão celular.
  • Enraizamento agressivo: O estímulo hormonal promove maior exploração do solo, essencial para suportar veranicos comuns na região.
  • Manutenção da cor verde intensa: Indicativo de fotossíntese ativa e ausência de fitotoxidez, graças à ação antioxidante dos polifenóis presentes no extrato.


Tecnologia 100% Nacional para o Cerrado

A validação destes protocolos no Sudoeste Goiano reforça a adaptação da tecnologia da Cia das Algas às condições do Cerrado. Diferente de extratos importados (muitas vezes de Ascophyllum nodosum), o BioHarv utiliza um blend de algas arribadas tropicais (vermelhas, pardas e verdes) da costa do Ceará.

Essas algas, que evoluíram sob intenso estresse salino e luminoso nos trópicos, entregam compostos bioativos mais adaptados para proteger a soja contra o calor e a radiação intensa do Centro-Oeste brasileiro.

A parceria com a Prisma Inteligência Agronômica reforça o compromisso da Cia das Algas com dados técnicos confiáveis. A aplicação foi concluída com sucesso, demonstrando que a tecnologia de algas arribadas da costa do Ceará não apenas é compatível com os manejos mais pesados do Sudoeste Goiano, mas também essencial para proteger o potencial produtivo da soja contra estresses climáticos e químicos.

Galeria de Imagens:

Veja também: