Beneficiamento de Algas Arribadas
Entenda como transformamos a biodiversidade marinha do Ceará em uma fonte estabilizada de compostos bioativos para a agricultura tropical.
A Matéria-Prima
Durante décadas, o mercado agrícola foi condicionado a acreditar que a melhor alga era a Ascophyllum nodosum, colhida em águas geladas e calmas do Hemisfério Norte. Mas a fisiologia vegetal nos ensinou uma lição diferente: conforto não gera defesa.
As Algas Arribadas (gêneros Rodhophyta, Phaeophyceae e Chlorophyta) que coletamos no litoral do Ceará vivem em um ambiente hostil: alta salinidade, marés dinâmicas e o sol equatorial mais forte do planeta.
Para não morrerem nesse cenário, essas plantas desenvolveram, ao longo de milênios, uma capacidade única de sintetizar compostos bioativos em altas concentrações. Elas são “atletas de alta performance” da natureza.
Nosso trabalho não é apenas coletar. É capturar essa “memória bioquímica” de resistência e transferi-la para a sua soja, milho ou cana.






O Processo
Muitos perguntam: “Mas alga de praia não perde qualidade?” A resposta é: depende da indústria. Se for apenas seca ao sol, sim. Se passar por uma Bio-refinaria, não.
Na Cia das Algas, desenvolvemos um protocolo rigoroso de beneficiamento industrial:
O resultado não é um “chá de algas”. É um complexo metabólico denso e padronizado.








Atuação na Fisiologia
É crucial ajustar a expectativa: nós não vendemos um produto mágico que substitui a adubação de base. O extrato de algas processado pela Cia das Algas atua como um complemento estratégico à nutrição.
Enquanto o NPK fornece a “comida”, nossos bioativos fornecem o “apetite”. Eles atuam na sinalização celular, ordenando que a planta:
Não utilizamos o argumento de “produto natural” como muleta para vender. O fato de ser natural é apenas a origem; o valor está na função agronômica. Como gostamos de dizer:
“Extrato de algas é uma ferramenta fisiológica que melhora a eficiência da planta.”
Nossos Processos
1. O Estresse (Mar)
Sol + Salinidade = Pico de Bioativos.
2. A Captura (Coleta)
Seleção de Algas Vivas (Vermelhas, Verdes e Pardas).
3. A Indústria (Fábrica)
Processo de Ruptura Celular e Estabilização.
4. O Campo (Lavoura)
Ativação do Metabolismo da Planta.
ASCOPHYLLUM & KAPPAPHYCUS
Águas frias, temperadas e com baixa incidência de luz UV. Cultivo manejado em águas tropicais.
Espécie única (Monocultura).
Baixa produção natural de antioxidantes de defesa.
Sofre degradação rápida quando exposta ao calor do Mato Grosso/Goiás.
Alto (Dolarizado + Frete Internacional).
Algas arribadas do Nordeste
Algas que sobrevivem ao sol equatorial, à salinidade do Nordeste e marés dinâmicas.
Blend Natural. Mix de Algas Vermelhas, Pardas e Verdes.
Explosão de metabólitos e hormônios gerados para sobreviver ao calor.
Geneticamente preparada para proteger a planta em altas temperaturas.
Custo em Reais (Indústria Nacional + Matéria-prima local).
Responsabilidade Industrial
Embora nosso foco seja a performance, nosso processo fecha um ciclo virtuoso.
Ao processar toneladas de algas que se acumulariam nas praias, transformamos um passivo ambiental urbano em um ativo biológico para o campo. Fazemos isso sem discurso vazio, mas com métricas de toneladas processadas e famílias impactadas na comunidade de Trairi (CE).
É sustentabilidade técnica, que gera PIB e preserva o banco genético dos oceanos.
Macroalgas do nordeste brasileiro
O Brasil não é apenas um gigante agrícola; é um gigante azul. Nosso país abriga 20% da biodiversidade total de espécies do planeta, e é no litoral do Nordeste que acontece um fenômeno oceanográfico único.
Nesta região, a combinação de ventos alísios constantes, correntes marítimas vigorosas e uma alta amplitude de marés cria o ambiente perfeito para a proliferação massiva de Macroalgas Marinhas.
Para ser parceiro da grande indústria, é preciso ter volume. E o Nordeste entrega. Estudos da SUDENE (considerando apenas RN, PB, PE e AL) estimam um volume anual de cerca de 54.670 toneladas de algas arribadas.
Esse dado é crucial para nossos parceiros B2B:
Segurança de Estoque: Não dependemos de safras de cultivo instáveis. O mar entrega biomassa o ano todo.
Potencial de Expansão: Exploramos uma fração ínfima de um recurso renovável gigantesco. Temos “lastro” para crescer junto com sua marca.
Definição Técnica
Muitos confundem alga arribada com passivo ambiental. Para nós, é colheita seletiva natural. Conforme a Instrução Normativa IBAMA nº 46 (13/08/2004), algas arribadas são aquelas que se desprendem naturalmente do substrato rochoso e se acumulam na zona entre marés (baixa-mar e preamar).
Quando a alga se desprende e chega à praia, ela entra em um estado de alerta fisiológico máximo. Para evitar a desidratação e a oxidação sob o sol, ela bombeia uma carga extra de metabólitos de defesa. É neste momento exato — o pico da concentração bioativa — que a Cia das Algas realiza a coleta.
Não arrancamos a planta do fundo (preservando o ecossistema); coletamos o que o mar nos entrega, carregado de tecnologia natural.
Somos uma Indústria Química registrada no MAPA, com planta fabril própria em Cabreúva (SP) e base de extração em Trairi (CE). Controlamos 100% da cadeia produtiva, o que nos permite garantir densidade, padronização e preço competitivo. Não somos apenas misturadores; somos engenheiros de bioprodutos.
Sim. Embora nossa especialidade seja a tecnologia de algas, nossa planta industrial é equipada para produzir fertilizantes minerais puros, complexos de NPK, organominerais e aditivos diversos. Atuamos como seu braço industrial completo: desenvolvemos desde o “Feijão com Arroz” (Foliares básicos) até produtos premium com alta tecnologia de metabólitos.
Sim. Somos estruturados para escala industrial. Nossa fábrica possui reatores de aço inox de alta capacidade e linhas de envase automatizadas. Atendemos desde lotes pilotos para startups até grandes contratos de fornecimento (“Take-or-pay”) para revendas e indústrias nacionais.
Diferente de processos artesanais, nossa produção segue rigoroso controle de qualidade (CQ). Cada lote produzido passa por laudos de densidade, pH e estabilidade antes do envase. Garantimos que o produto entregue tenha a mesma performance físico-química durante toda a safra.
A diferença é a adaptação ao estresse. A Ascophyllum cresce em águas frias e calmas (conforto). Nossas algas crescem no litoral do Nordeste, sob sol equatorial e alta salinidade (estresse extremo). A fisiologia vegetal ensina que “conforto não gera defesa”. Nossas algas produzem uma carga muito maior de antioxidantes e hormônios de proteção para sobreviverem. É essa “memória de resistência” (Tecnologia Tropical) que transferimos para a sua lavoura.
Não. O extrato de algas é uma ferramenta fisiológica, não nutricional. Ele funciona como um “sinalizador” que ordena à planta que enraíze mais e absorva melhor a água e os nutrientes. Ele potencializa o NPK que você já aplicou, garantindo que a planta aproveite cada grama de adubo.
Nossos produtos passam por processos de estabilização, filtragem industrial e hidrólise controlada. Isso resulta em fluidos homogêneos, com odor característico marinho (mas não de putrefação) e zero índice de entupimento de bicos, sendo compatíveis com a maioria das caldas agrícolas.
Metabólitos são os compostos ativos gerados pela fermentação e processamento das algas (como aminoácidos livres, polissacarídeos e precursores hormonais). Diferente de um “chá de algas” simples, nossos produtos são concentrados desses metabólitos, entregando uma resposta fisiológica muito mais rápida e potente.
Sim. A maioria dos nossos produtos (como Netuno Bio e Fertmess) possui pH e estabilidade compatíveis para mistura em tanque. Inclusive, o uso conjunto é recomendado para reduzir a fitotoxidez (amarelecimento) causada por herbicidas potentes, ajudando a planta a metabolizar o químico sem travar o crescimento.
Pelo peso. Fertilizantes de alta tecnologia têm alta densidade. Nossos produtos possuem densidade média de 1.20 a 1.25 g/mL. Isso significa alta concentração de matéria seca, carbono orgânico e minerais. Convidamos você a comparar o peso do nosso frasco com o da concorrência.