A crescente pressão global para reduzir o uso de antibióticos na produção de proteína animal tem impulsionado a busca por alternativas naturais e eficazes. Nesse cenário, uma recente descoberta científica vinda da Rússia lança luz sobre uma solução poderosa e sustentável: as algas marinhas.
Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Medicina Veterinária de São Petersburgo revelou que a suplementação da ração de frangos com fucoidan, um polissacarídeo extraído de algas marrons, não apenas fortalece significativamente a resposta imunológica das aves, mas também aponta para um futuro com menor dependência de antimicrobianos. Esta validação internacional reforça a visão pioneira da Cia das Algas, uma empresa 100% brasileira que, desde 2012, explora o vasto potencial dos bioativos marinhos da costa do Ceará para revolucionar o agronegócio.
A pesquisa russa, realizada com 90 frangos de corte, demonstrou resultados expressivos. A adição de apenas 200 gramas de fucoidan por tonelada de ração resultou em um aumento superior a 100% na capacidade fagocitária — o processo pelo qual as células de defesa do organismo eliminam patógenos. Além disso, observou-se um incremento de 26% na atividade da lisozima e de 19% na atividade bactericida do soro, indicativos claros de um sistema imune mais robusto e preparado. Os pesquisadores creditam esse sucesso ao fortalecimento da “barreira intestinal”, a primeira e mais crucial linha de defesa do corpo contra infecções.
O estudo corrobora pesquisas anteriores do mesmo grupo, que já haviam identificado melhorias de 23% na imunidade celular de galinhas poedeiras, consolidando o fucoidan como uma das mais promissoras alternativas aos antibióticos na avicultura moderna.
O que essa descoberta significa para o Brasil?
Com 20% do total de espécies de algas do planeta e uma costa com condições climáticas ideais, nosso país é um celeiro de oportunidades para a biotecnologia marinha. É nesse contexto que a Cia das Algas se estabeleceu como pioneira, sendo a primeira e única empresa no Brasil a desenvolver bioinsumos a partir de algas marinhas arribadas — aquelas que se desprendem naturalmente e chegam à costa. Com habilitação para explorar toda a costa do Ceará, onde se localiza um dos maiores bancos de algas do país , a empresa desenvolveu um modelo de negócio que é ambientalmente sustentável, socialmente responsável e tecnologicamente avançado.
A expertise da Cia das Algas não se limita a um único tipo de alga. A empresa trabalha com um blend estratégico de macroalgas vermelhas (Rhodophyta), pardas (Phaeophyceae) e verdes (Chlorophyta), o que permite a extração de uma gama ainda mais ampla de compostos bioativos. Enquanto a pesquisa russa focou no fucoidan das algas pardas, o trabalho da Cia das Algas já explora polissacarídeos, polifenóis, aminoácidos e hormônios vegetais presentes em todo esse ecossistema marinho. Essa abordagem integrada permite o desenvolvimento de soluções para diversas frentes, incluindo nutrição vegetal, cosméticos e, claro, a nutrição animal, um campo promissor que agora ganha ainda mais destaque.
Em suma, a validação científica do potencial imunoestimulante das algas na avicultura é mais um sinal de que o futuro do agronegócio está intrinsecamente ligado à sustentabilidade e à biotecnologia. A Cia das Algas, com seu modelo de negócio inovador, parcerias com renomadas instituições de pesquisa e profundo respeito pelo ecossistema e pelas comunidades locais, não está apenas observando essa tendência, mas liderando o caminho no Brasil. A utilização de bioinsumos derivados de algas representa uma oportunidade única para o produtor rural aumentar a eficiência e a segurança de sua produção, respondendo às demandas do consumidor moderno e construindo um agronegócio mais resiliente e saudável. O futuro, de fato, vem do mar.